conhecimento de causa

 

 

conheço você melhor do que você mesmo, ela disse, sorriso gentil, inocente, de quem levava a sério o que dizia.

ah, fez ele, um suspiro fundo que veio de longe. pobrezinha, completou, usando um sorriso sarcástico que ninguém sabe como ela leu e prova incontestável — qualquer que tenha sido a leitura — de que ela nem sequer tinha começado a conhecê-lo. não tem nada que me irrita mais do que esses clichês, continuou. então — ele a olhou bem nos olhos, de forma tão penetrante que ela agradeceu os olhos não serem facas —, ou você sabia disso a meu respeito e disse o que disse com a intenção clara de me irritar, ou você não sabia, e agora sabe, inclusive que não me conhece. então, qual vai ser?… nessa hora ela entendeu o sarcasmo, seguido de raiva e desprezo, que ele sentia.

 

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