3 comentários sobre “ler é a melhor viagem

  1. mirian oliveira 19/10/2012 / 21:03

    você tem razão. herzog, do saul bellow, sugestão sua, está sendo uma viagem maravilhosa! bom demais ter orientação pra se ler bem. valeu, paulo! um beijo e um queijo… de minas.

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    • paulopaniago 20/10/2012 / 10:06

      fico feliz pela indicação ter encontrado repercussão. acho que ter lido este livro do bellow me marcou profundamente no modo como escrevo. todo o deriva (tema e estilo) decorre do contato com essa leitura. de modo que vou me sentir à vontade para continuar indicando livros para você, mirian. já leu javier marías, falando nisso? há um livro dele bem interessante, chamado os enamoramentos

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  2. mirian oliveira 20/10/2012 / 12:10

    meu querido orientador literário: ler tem sido a alegria mais prazerosa de minha existência, nos últimos onze meses. de tudo o que você indicou pra mim, são estes os melhores livros, os que me fizeram perder a fome e o sono, aqueles que me preencheram de inquietação e vivacidade e me fizeram voar para bem longe do tédio acachapante de uma vidinha ordinária: o mal de montano do enrique vila-matas; rimbaud, a vida dupla de um rebelde, ensaio biográfico de edmund white; o complexo de portnoy, do sensacional philip roth; jovens de um novo tempo, despertai!, de kenzaburo oe; e, agora, herzog, do bellow. sua última indicação, os enamoramentos do javier marías, já entrou nas minhas veias. o encantamento foi imediato! peço licença para compartilhar um trecho que acabo de ler em uma resenha:

    “sim, todos nós somos arremedos de gente que quase nunca conhecemos, gente que não se aproximou e passou ao largo da vida de quem agora queremos, ou que se deteve mas se cansou com o tempo e desapareceu sem deixar rastro ou só a poeira dos pés que vão fugindo, ou que morreu para aqueles que amamos causando-lhes mortal ferida que quase sempre acaba cicatrizando. não podemos pretender ser os primeiros, ou os preferidos, somos apenas quem está disponível, os restos, as sobras, os sobreviventes, o que vai ficando, os saldos, e é com esse pouco nobre que se erigem os maiores amores e se fundam as melhores famílias, disso provimos todos, produto da casualidade e do conformismo, dos descartes e das timidezes e dos fracassos alheios, e mesmo assim daríamos qualquer coisa às vezes para continuar junto de quem resgatamos um dia de um sótão ou de um leilão, ou tiramos à sorte nas cartas ou nos recolheu dos detritos; inverossimilmente conseguimos nos convencer dos nossos fortuitos enamoramentos, e são muitos os que creem ver a mão do destino no que não é mais do que uma rifa de vilarejo quando o verão já agoniza…”

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