o método fantástico

 

 

não é nada, não é nada, vai ficar tudo bem, tudo bem, ele ficava repetindo, sentado, balançando o tronco para a frente e para trás, um gesto meio autista, que junto com as palavras cumpria mal a função de acalmá-lo.

imaginou que era um pesadelo, que aquele corpo estendido logo ali não era de sua esposa, que aquele sangue em sua camisa não era dela, que aquela arma que segurava com as duas mãos nem lhe pertencia. e ficava repetindo, quem sabe não seria verdade, não se tornaria verdade, a vida não voltaria ao ponto anterior, antes do tiro? quem sabe? que sabe? quem sabe vai ficar tudo bem?

 

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