o cemitério da morte

foto | martin usborn

 

 

da série narrativas de empréstimo.

 

apenas uma quadra do soneto que dá nome ao post. 

 

giuseppe giocachino belli*

 

olhando os esqueletos, lá, absorto

uma luz me bateu e a luz é esta:

que no homem vivo como no homem morto

há uma testa de morto sob a testa

 

* tradução de augusto de campos em à margem da margem

 

2 comentários sobre “o cemitério da morte

  1. tfc 03/10/2012 / 22:39

    uau. interessante essa imagem de um morto que habita todo corpo vivo…

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  2. paulopaniago 14/10/2012 / 0:23

    pois é, tem razão o belli com essa ideia de que carregamos todos nossa versão “morta” (o esqueleto) dentro da gente. um morto prestes a vir à tona em breve, num corpo perto de você (uh! que mórbido!).

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