sutilezas para definir

 

 

convicção, ela disse, e ergueu o punho para dar ênfase, o que achei desnecessário. mas de onde vem isso, a convicção, eu estava me perguntando, e uma vez que tinha aberto a possibilidade de conversar comigo mesmo, fiz uma pergunta mais geral, de onde vem tudo, essas forças invisíveis que tanto nos movem a todos, e embora não tivesse procuração continuei ali, falando comigo mesmo em nome da humanidade. de onde vem a indignação, a fúria, o calor das paixões, desprezo, arrogância, postura, decência, isso tudo não vem apenas de boa educação, deve ter outras fontes.

uma que vá além do punho fechado, mais abaixo, mais densa, do centro da terra, talvez. mas eu não fazia a menor ideia e não sabia também como reagir ao ímpeto dela. ímpeto, não convicção. o mundo não é um lugar simples para se estar.

 

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