desaforismos (segunda temporada): 11

 

 

110. um fantasma é um indício de que houve um humano — ou o sintoma de que há loucura.

111. o poeta anuncia, em versos-manchetes, os grandes temas.

112. poetas transformam palavras em inundação.

113. a ficção existe para brigar com a realidade — e para melhorá-la.

114. anatomia: arqueologia do corpo.

115. as fórmulas da matemática estão paradas, mas vida é movimento.

116. o verso vem de uma desritmia do pensamento.

117. literatura é compensação para as irregularidades do mundo.

118. o acidente é o lance de dados do acaso.

119. o remorso e a nostalgia são a história em escala individual.

 

2 comentários sobre “desaforismos (segunda temporada): 11

  1. mirian oliveira 18/11/2012 / 12:44

    “110. um fantasma é um indício de que houve um humano — ou o sintoma de que há loucura.”

    loucura é indício de que há um humano, mesmo sendo um fantasma. ou isto é paranoia?

    “paranoia é a consciência aguda da fragilidade da vida…” (não recordo autoria)

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