prisão

horizonte-em-ascensão

 

 

aquele sujeito se deu conta de que estar preso numa linha de raciocínio era o que de pior poderia acontecer a um ser humano — portanto, a todos os humanos, concluiu, que não fazem na vida outra coisa que 1. definir essa linha de raciocínio e 2. se ater a ela. os únicos livres são os loucos que conseguem se dissociar de suas personalidades anteriores, mas mesmo eles são cheios de monomanias e repetições de padrão. o fato de que não se livram das personalidades de forma consciente depõe também contra eles e o fenômeno é visto como acidente trágico, lamentavelmente. é uma sinuca, bicho, ele pensou, sem aparentemente encontrar alternativa para a crise. o cérebro precisa ser destreinado — mas entender que ele precisa disso já é manter a mesma linha de raciocínio. droga, o sujeito pensou, um pouco frustrado. não sei o que fazer. e ficou mais um pouco diante da janela, olhando a natureza a se perpetuar com coerência diante dos seus olhos.

 

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