desaforismos (segunda temporada): 14

escada

 

 

140. a melancolia é prima do afeto, mas ambos são algo inadequados a este mundo.

141. as pessoas sabem distinguir entre uma e outra espécie de livros; então fazem escolhas baseadas nesse discernimento. têm régua e compasso; mas há quem prefira desenhar à mão livre.

142. a cura é tudo a que um artista não pode se permitir.

143. sempre se inventa uma nova forma de insaciedade.

144. uma mulher se reveste, no exterior, de adereços, mas escolhe homens pelo que são, não pelo que aparentam; o homem faz o contrário.

145. publicidade instrumentaliza o sonho.

146. reclamar da velhice é uma forma de se preparar para ela.

147. deveria existir um dispositivo que disparasse choque toda vez que alguém dissesse só estou cumprindo ordens ou isso não é aqui, vou transferir.

148. vida: a pressa na busca pelo esquecimento da mortalidade e, súbito, a percepção de que se está arrependido pelo esquecimento, porque junto veio o desperdício das intensidades.

149. o homem é um ser interpretante.

 

2 comentários sobre “desaforismos (segunda temporada): 14

  1. mirian oliveira 21/02/2013 / 14:16

    144. uma mulher se reveste, no exterior, de adereços, mas escolhe homens pelo que são, não pelo que aparentam; o homem faz o contrário.

    fico, seriamente, em dúvidas se há um retardamento congênito na grande maioria dos homens…

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