brilhos diferentes

árvore-no-nevoeiro

 

 

ali estava o primeiro homem a ter saído da caverna à noite, observando pontos luminosos na escuridão do alto. o que significava aquilo, o brilho irregular que estava durante a noite, mas não durante o dia. o espanto, a ignorância, a especulação inútil. de nada adiantava saber ou não saber, em nada mudaria o fato de que amanhã seria preciso caçar para que a família tivesse alimento e nada naquele brilho ia ajudar na caçada, do mesmo modo que aquela dor na nuca não estava ajudando. ao abaixar a cabeça, viu dois outros brilhos e levou segundos demais para perceber que eram os olhos de um felino faminto e não teria tempo de buscar abrigo.

 

2 comentários sobre “brilhos diferentes

  1. pr 28/03/2013 / 10:15

    então que os brilhos diferentes me fizeram lembrar de um livro magnífico do roy lewis chamado por que almocei meu pai; digestão confortável, numa hora que não fosse inoportuna. mas já estou escrevendo demais. forte abraço.

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    • paulopaniago 28/03/2013 / 12:28

      não está não, escrevendo demais. escreveu até de menos. obrigado pela sugestão da leitura, meu amigo. abraço.

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