a dança dos livros

arte | vincent van gogh
arte | vincent van gogh

 

 

uma biblioteca precisa se movimentar, ela disse, com um sorriso. não pode ficar parada. com a determinação de quem põe um organismo vivo para circular, ela pôs mãos à obra — literal e figuradamente. os livros começaram a dançar, felizes com a movimentação, a nova vizinhança, algumas associações surpreendentes que apareciam, diálogos inesperados que tinham início (um cervantes foi visto engajado em conversa franca e divertida com um swift — e o primeiro parecia levar clara vantagem na argumentação), prateleiras de diferentes alturas começaram a ser disputadas, comparações surpreendentes se formaram. sim, ele finalmente concordou, os livros não podem ficar adormecidos, precisam se movimentar, como a vida.

 

10 comentários sobre “a dança dos livros

  1. nossa, essa biblioteca em movimento é a ágora de minhas ideias. o verdadeiro espaço de exercício da cidadania. diálogos imprevisíveis. trocas singulares.

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  2. viver para conduzir a dança dos livros. não consigo pensar em ideal mais bonito e, de minha parte, quero sempre tomar isso como lei. seu texto não apenas fornece uma homenagem aos amantes da leitura, como despertou em mim uma vontade enorme de me levantar e sair organizando prateleiras por aí, hahaha. gostei da perspectiva de ver os livros como organismos vivos. vida e literatura quando circulam bem juntas produzem parcerias incríveis, e o seu texto retrata esse quadro com maestria. parabéns, paulo. esse texto entrou para o meu top 5 dos que você já publicou no desaforos, mas acho que pelo tema da narrativa você já sabe disso.

    ps.: percebi que em descobertas você também fala de bibliotecas e também usou uma arte do van gogh. os textos poderiam muito bem fazer parte da mesma série. alguma relação entre eles?

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  3. lindíssima declaração de amor aos livros! uma dança digna dos pares amantes! meus títulos, aqui, escancararam os dentes! fiquei tão feliz, paulo! 😀

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  4. patrícia, pois é, cidadania, diálogos, trocas, nada melhor.
    thaís, fiquei muito envaidecido com seus elogios e concordo plenamente, vida e literatura são parceiros do mais alto calibre. (sim, relação total entre os dois textos, embora separados no tempo e na linha de apresentação aqui no blog.)
    mirian, falando em títulos, ando escrevendo um livro a respeito de títulos (sobretudo de livros, mas não exclusivamente). sugestões?

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