semi férias

atravessar-a-rua

 

 

ele não sabia que era possível viver o transtorno obsessivo compulsivo como a felicidade retirada de uma caixinha de presente com embalagem perfeita. ele não sabia que era possível atravessar a rua para encontrar os demônios do outro lado, sorrir com eles, ir ao bar, encher a cara, fazer esbórnia, escapar ileso. o que ele dominava muito bem era a arte de saber que os medicamentos receitados estavam perdendo-no, desviando-o do bom caminho, lesionando a inteligência. jogou tudo para o alto e hoje é feliz. pelo menos é o que contam nos velhos bares e livrarias que ele costumava frequentar. eu tenho a tendência a acreditar que a história procede.

 

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