movimentos da vida

estrada-adiante

 

 

ela ergueu os olhos para as estrelas e fez um pouco de drama fingido. toda vez que uma mudança forte dessas se anuncia, sinto o coração se encolher e dor nos joelhos, ela disse, um leve beicinho, sutil no ponto. gostava de coisas desconexas como casas de tijolo aparente — dão ideia de solidez, justificava, antes de explicar que adorava movimentos (portanto era contraditória, mas feliz) —, gardênias vermelhas e boleros derramados, que achava muito parecidos com a própria vida e com os filmes de almodóvar, onde acreditava que um dia estaria como convidada especial. dia desses, se tudo der certo, vou de férias para acapulco, anunciou, um jeito sonhador de olhar o horizonte como quem sabe que tem um amante a esperá-la por lá, num bar onde servem margueritas ao entardecer.

 

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