‘nsônia

panda-encarcerado

 

 

mareado pela contramaré líquida do sono, depois de bater cabeça vacilante em resistência, ele se viu de olhos arregalados para a madrugada, mil planos assassinos na cabeça e a fúria de um titã em miniatura de plástico como motor para colocar em prática. a noite e seus silêncios é propícia para fomentar os barulhos internos, despertar os pequenos demônios da inquietação, capazes de fazer as mais estapafúrdias reuniões para complicar o problema do mundo inteiro, antes de dissolver os planos em ácido sulfúrico no último momento da madrugada, quando as esperanças e planos se convertem em sombras, melancolia e cansaço.

 

6 comentários sobre “‘nsônia

  1. mirian oliveira 28/08/2013 / 10:56

    o narrador deste blog, qualquer dia, vira coruja: tímida, solitária, discreta e silenciosa, cheia de sabedoria e olheiras.

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    • paulopaniago 28/08/2013 / 11:22

      está mais para panda: tímido, solitário, discreto e silencioso, sem sabedoria, com olheiras. haha. abraço.

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  2. cyntia 28/08/2013 / 13:23

    era nisso que eu pensava hoje. os fantasmas parecem maiores no silêncio da madrugada. à luz do dia evaporam-se.

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    • paulopaniago 28/08/2013 / 14:07

      acho que tem a ver com o contraste de luz e com o nível de ruídos em torno. o dia, claro e ruidoso; a noite, escura e silenciosa. o silêncio aumenta a dimensão, talvez.

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  3. adrianosaldanha 30/08/2013 / 15:00

    eu é que seiiiii…. belo textooo…

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