desaforismos (segunda temporada): 24

foto | jan erik waider
foto | jan erik waider

 

 

240. arrependimento é a covardia do moribundo.

241. religião equivale ao emplastro brás cubas, inclusive nos resultados.

242. inveja sempre anda de braços dados com rancor.

243. as definições englobam o país e os habitantes: malformado e engenhoso.

244. a arte, pedido desesperado de socorro do solitário que só deseja se refugiar na própria solidão.

245. a timidez, essa lâmina de dois gumes para esconder a ignorância de um lado, do outro o conhecimento arrogante.

246. a uma expectativa angustiante por resultados esperados corresponde outra, a da superação dos vazios. elas não têm o poder de anular uma a outra.

247. dentro do tímido reside um guerreiro furioso, à espera do momento correto para atacar.

248. o dinossauro foi o primeiro projeto, antes do homem: viu-se que seria necessária uma versão mais compacta.

249. o amor é uma ausência do outro que se faz presente e cava rombos simbólicos e desnecessários.

 

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