flutuações do amor

chalés

 

 

era um homem de coração inconstante. amava maria e depois joana, amava heloisa ao mesmo tempo que bárbara, amava a todas e todas diziam que não amava ninguém além de si mesmo. errante, bandoleiro, à deriva, seu coração flutuante foi chamado de muita coisa, mas quando cessou de funcionar só podiam dizer a mesma coisa que sempre se falam nessas ocasiões: estava morto. seu coração nunca mais seria inconstante. houve quem comemorasse.

 

5 comentários sobre “flutuações do amor

    • paulopaniago 11/12/2013 / 16:01

      fato. nem ele, quando morre, morre de amores. a vida não é para iniciantes…

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  1. MarKão 14/01/2014 / 16:57

    Paniago, vim aqui para falar de dois divisores. O primeiro, quando você atribuiu a mim falar sobre a revista “Realidade” quando ninguém mais queria, foi foda fazer aquilo na época, mas ali, conheci a fotografia e não larguei até hoje. O segundo, foi começar a ler “desaforos”, isso tem me inspirado bastante a escrever, é certo também que as leituras tiraram uma parte do romantismo das minhas poesias, mas acho que isso tinha que acontecer. Rsrs…Obrigado e abraços!

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