desaforismos (segunda temporada): 30

foto manipulação | flora borsi
foto manipulação | flora borsi

 

 

300. o fantasma é sempre anterior.

301. sim, meu corpo é um templo, mas de vez quando precisa ser profanado.

302. a morte pede decoro, mas ao mesmo tempo sugere que é possível passar sem ele.

303. o ciúme é o amor mal humorado.

304. compaixão, o sofrimento pela tristeza do outro por procuração. mas o que impede que se sinta também a felicidade por procuração? acaso ela tem outra forma de contamínio, mais natural?

305. o politicamente correto: defesa do senso de humor como um absurdo a ser erradicado.

306. cadeiras são professoras de paciência.

307. poesia é feita de nada. e palavras.

308. a reclusão é uma forma de fantasmagoria.

309. a horizontalidade do amor ensaia a da morte.

 

2 comentários sobre “desaforismos (segunda temporada): 30

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