desaforismos (segunda temporada): 32

mãos

 

 

320. a verdade é perfeita, mas os ouvidos e os olhos não.

321. deus olha para os humanos e o quanto fracassaram e pensa onde errou, se foi na hora de conceder livre-arbítrio.

322. rir atrasa a morte.

323. não confiar em quem não tenha cicatrizes.

324. duas possibilidades: o sujeito ou vai atrás da felicidade ou vira escritor.

325. se deus é onipotente, dispensa coerência: devia poupar alguém da morte, apenas porque pode.

326. os antigos filósofos diziam que filosofar é aprender a morrer. e o fato incontornável é que a humanidade continua no jardim de infância da filosofia.

327. é porque deus não morre que inferniza tanto a vida dos humanos.

328. se de fato fosse possível rir na cara da morte e com gosto, quem sabe aí ela deixaria de ser tão onipotente quanto deus.

329. a morte é contagiosa.

 

4 comentários sobre “desaforismos (segunda temporada): 32

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