Desaforismos (segunda temporada): 34

mergulho

 

 

340. O plano mirabolante da educação brasileira: ensinar todos a detestar literatura. O pior: vem conseguindo excelentes resultados.

341. Um espelho cuja imagem está sempre em atraso.

342. Dividir o copo, multiplicar a sede.

343. Qual a metáfora para metáfora?

344. Por que procurar outro dentro de si? Não parece haver uma roupa existencial com a sua exata medida.

345. Noite é a camuflagem do dia.

346. O verso perfeito nunca pode ser enunciado.

347. Amor é embarcação fadada ao naufrágio —- viagem que se inicia porque se desconhece o destino.

348. Me desminto sobretudo quando afirmo.

349. O que se revela é o que já se sabia e apenas isso. Surpresa é fingimento.

 

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