O olho de Dalton

pássaro

 

 

O olho do químico John Dalton permanece embebido em formol, numa das prateleiras de uma famosa universidade. Ele não conseguia distinguir algumas cores e descreveu o processo de falha de percepção que hoje leva seu sobrenome e um sufixo, daltonismo. Uma doação para a ciência que se transformou numa relíquia a respeito das falhas humanas, sobretudo das que não se controlam. As gradações de cores que você percebe, qual a garantia você tem de que são percebidas da mesma forma por mais alguém? O olho de Dalton vigia a humanidade e continua à espera de uma resposta satisfatória a respeito de como a percepção de cores realmente funciona. A persistência delas — no mundo, nas retinas cansadas da memória de Drummond ou em qualquer outra — é um mistério permanente, e parte da felicidade dos que podem ver muito bem todas as variações e intensidades de cores.

 

8 comentários sobre “O olho de Dalton

  1. Que linda imagem! De quem é? Ótimas cores e as pinceladas são um primor.
    Alguns daltônicos são inseguros na hora de se vestir. Costumam se perguntar em frente ao espelho: Estarei combinando? 🙂

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    1. Pois é, Patrícia, sempre que sei de quem são as imagens faço questão de dar os créditos. Esta aí estava no Pinterest, mas sem autoria.
      A questão de combinar vale para não-daltônicos: eu tenho a sensação de nunca estar combinando com nada, razão pela qual escolho sempre tons básicos para não errar muito, haha.

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