Mistérios insondáveis

na-chuva

 

 

Eu caminhava pelas ruas de Praga (e pouco importa que nunca tenha visitado Praga) e de repente, por uma janela qualquer da pequena rua em que estava, ouvi uma melodia de violoncelo. Imediatamente me dei conta de duas terríveis verdades: eu conhecia a melodia e a adorava, mas não conseguia saber de quem era nem qual exatamente o nome da composição. E do mesmo modo que não conseguiria localizar a janela exata de onde partia o som nem jamais me tornaria amigo do violoncelista, conformei-me com o número irremediável de mistérios de que o mundo é dotado. Ater-se a minha insignificância é uma das melhores lições que já aprendi. Precisei ir a Praga para entender isso, mas no fundo foi bom, foi muito bom mesmo.

 

deixe um comentário ou um desaforo

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s