7. Rudeza exemplar

7cavalo

 

 

Aquele cavalo era de uma gentileza ímpar. Tratava a todos muito bem e com cordialidade, tinha boa conversa, sabia algumas piadas e, no mais das vezes, era um anfitrião muito aprazível. Inclusive era o que todos que o conheciam se viam forçados a dizer quando perguntados. Por isso ele estranhou — e até hoje está por se resolver a situação — quando começaram a surgir os boatos e o que os motivou. Diziam que aquele cavalo não passava de um grosso a distribuir coices e patadas em quem lhe desagradasse. E por não conseguir saber a origem dos boatos nem como debelar sua difusão, começou a agir de acordo com os rumores e passou a distribuir coices e patadas para justificar o apelido que lhe puseram, de Grosseirão.

 

2 comentários sobre “7. Rudeza exemplar

  1. S.M Adelino 20/12/2014 / 14:08

    Simplesmente, adorei todos os 7 textos. Sua escrita é maravilhosa! Cada um dos 7 me fez pensar. Como esse, o sétimo, o cavalo que se entregou ao que diziam dele porque não achar o começo dos boatos. Tão crítico, mas tão puro!
    Beijos.

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