Arlene, a proscrita

Arte | Lucia Znamirowski
Arte | Lucia Znamirowski

 

 

É isso, doutor. Tirei essa mulher da minha vida, consegui bani-la para os quintos dos infernos. Mas ela volta, se oferece, canta feito sereia, até quando preciso aguentar esse assédio? Acontece que fiz o esforço, vetei-a em todas as instâncias, não a vejo mais no bar que frequento, no carteado, esses lugares foi fácil, não a vejo mais no meu barbeiro, nem na padaria onde tomo café da manhã. Arlene está banida da igreja, do cinema, do bilhar, do boliche, do piquenique, essa mulher foi completamente impedida de toda parte, inclusive do meu coração, que eu achava que era o último lugar que estava faltando. Mas não é que agora, doutor, ela deu para se esgueirar pelas frestas e começou a aparecer nos meus sonhos? Ela é uma danada. Por isso estou aqui, para que o senhor me receite algum medicamento que dê jeito nessa questão de uma vez por todas.

 

3 comentários sobre “Arlene, a proscrita

  1. Alexandre Martins 30/05/2015 / 12:20

    Uau! Arlene é joana que não se solta do sapato.
    Adorei, professor! 🙂
    Se quiser, dê uma olhadinha em arosredondos.com 😉

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  2. Paulo Vasco 01/06/2015 / 15:30

    O final foi “super”, como agora, os mais jovens tem por hábito dizer em Portugal.

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