Sono e guerra

paraquedistas

 

 

Pensar que passarei um terço da vida mergulhado em sono e sonho. Me faz pensar em escrever um Manual beligerante do ser humano, que explicaria o talento incontornável para a guerra (inclusive a de mentira que são as disputas esportivas: a guerra diplomática da civilização). Sono e guerra, duas faces da atividade inquieta que define o humano. E multiplicar-se pela fornicação, outra tarefa definidora, mesmo quando banhada de civilização e atenda pelo nome de amor. Na falta de perspectiva que a solidão oferece, escolhe-se superar uns aos outros, em disputa eterna. Acontece que o plano tem problemas de fundo, nunca devidamente resolvidos.